Setembro Amarelo: por que falar sobre saúde mental é fundamental
- 10 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de fev.
O Setembro Amarelo é um movimento de conscientização que reforça a importância do cuidado com a saúde mental. Mais do que um período simbólico, ele convida à reflexão sobre autocuidado emocional, acolhimento e, principalmente, sobre a necessidade de quebrar os tabus que ainda cercam o tema.
Apesar dos avanços nos últimos anos, falar sobre saúde mental ainda gera desconforto para muitas pessoas. Criar espaços seguros de diálogo é essencial para identificar sinais de sofrimento emocional, apoiar quem precisa e incentivar a busca por ajuda profissional.
Para ampliar essa conversa, a Beleza Saúde convidou o psicólogo Rennan Bueno para responder algumas dúvidas frequentes sobre saúde mental.
Perguntas e respostas sobre saúde mental
Quais são as diferentes abordagens terapêuticas e como identificar a melhor para mim?
Existem diversas abordagens dentro da psicologia, como Psicanálise, Behaviorismo, Terapia Cognitiva, Humanismo e Fenomenologia. Cada uma possui formas próprias de compreender o comportamento humano. Não existe uma abordagem universalmente melhor — a escolha depende do momento de vida, da demanda emocional e da identificação com o profissional.
É possível cuidar da saúde mental de forma preventiva?
Sim. Assim como realizamos check-ups físicos, a terapia também pode ser preventiva. O acompanhamento psicológico ajuda a identificar padrões de comportamento, níveis elevados de estresse e sinais iniciais de sofrimento emocional, evitando que evoluam para crises mais intensas.
O que acontece no cérebro durante quadros de ansiedade ou depressão?
Ansiedade e depressão estão associadas a alterações em neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, além de mudanças em regiões cerebrais ligadas à memória e regulação emocional. Isso reforça que essas condições não são “frescura”, mas sim questões de saúde que exigem cuidado adequado.
Por que é tão difícil pedir ajuda emocional?
Fatores culturais e sociais influenciam esse comportamento. Muitas pessoas foram ensinadas a lidar com dificuldades sozinhas ou acreditam que buscar ajuda demonstra fragilidade. Felizmente, esse cenário está mudando, e o cuidado com a saúde mental vem se tornando cada vez mais natural.
Redes sociais ajudam ou prejudicam a saúde mental?
As redes sociais podem ser tanto fonte de acolhimento quanto de gatilhos emocionais. O equilíbrio está no consumo consciente de conteúdo e na verificação da credibilidade das informações, evitando soluções simplistas para questões complexas.
Pequenos sinais como insônia e irritabilidade devem ser observados?
Sim. Mudanças no sono, apetite ou humor podem indicar alterações emocionais importantes. Observar frequência e intensidade desses sinais é essencial para buscar ajuda no momento certo e evitar agravamentos.
Saúde mental é cuidado contínuo
O Setembro Amarelo reforça que o cuidado emocional deve acontecer durante todo o ano. Falar sobre sentimentos, buscar apoio profissional e desenvolver hábitos saudáveis são atitudes fundamentais para o bem-estar e qualidade de vida.
A atenção aos sinais emocionais e o diálogo aberto são ferramentas poderosas para reduzir o estigma e promover uma cultura de acolhimento.




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