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O que você não sabe sobre a Dengue

Tenho certeza de que você já ouviu alguém dizer que estamos em surto de dengue. Mas afinal, o que é isso? E o que torna essa doença tão preocupante?

A dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é uma preocupação constante em muitas regiões do mundo, especialmente em áreas tropicais e subtropicais, como o Brasil!



Um texto "o que você não sabe sobre a dengue" em destaque no centro da imagem e dois mosquitos com uma mira neles nos cantos superiores
O que você não sabe sobre a dengue


Os seus sintomas podem variar e é sempre importante consultar um médico antes de assumir qualquer coisa, mas existe uma lista que pode te ajudar a identificar quando procurar ajuda. Os sintomas mais comuns são:


  • Febre alta

  • Dores musculares e articulares

  • Dor de cabeça

  • Dor nos olhos

  • Erupção cutânea

  • Fadiga extrema

  • Náusea e vômito

  • Perda de apetite

  • Manchas e hemorragias na pele

  • Sangramento de mucosas


Informações para se atentar


Embora muitos de nós estejamos familiarizados com as precauções básicas como: usar repelente e eliminar recipientes de água parada, existem várias informações menos divulgadas que podem ser cruciais para prevenir e lidar com a dengue de forma eficaz.


  • Múltiplos Sorotipos: Existem quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). Isso significa que uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez ao longo da vida, já que a imunidade desenvolvida após uma infecção não protege contra os outros sorotipos. Além disso, infecções subsequentes podem aumentar o risco de complicações graves, como a dengue hemorrágica.

  • Transmissão Vertical: Embora a principal forma de transmissão da dengue seja através da picada do mosquito Aedes aegypti, também é possível a transmissão vertical, onde o vírus é passado da mãe infectada para o filho durante a gravidez ou o parto. Isso pode resultar em complicações para o bebê, incluindo a síndrome congênita da dengue.

  • Período de Incubação: O período de incubação da dengue pode variar de 3 a 14 dias após a picada do mosquito infectado. Durante esse período, a pessoa infectada pode não apresentar sintomas, o que torna a detecção e o controle da doença desafiadores.

  • Sintomas Atípicos: Embora a febre, dor de cabeça e dores musculares sejam sintomas comuns da dengue, a doença também pode se manifestar de formas atípicas, incluindo sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e dor abdominal, e sintomas neurológicos, como convulsões e alterações de consciência.

  • Complicações a Longo Prazo: Além das complicações graves durante a fase aguda da doença, como a dengue hemorrágica, estudos recentes sugerem que a dengue pode estar associada a complicações a longo prazo, incluindo danos ao sistema nervoso central e síndrome de Guillain-Barré.

  • Transmissão por Outros Mosquitos: Embora o Aedes aegypti seja o principal vetor da dengue, outros mosquitos também podem transmitir o vírus em algumas circunstâncias. Por exemplo, o Aedes albopictus, também conhecido como mosquito tigre, tem sido implicado na transmissão da dengue em algumas regiões.


Precauções Além do Óbvio


Você faz o básico para evitar o mosquito mais ainda se sente exposto? Está mais do que correto em se sentir assim, e saiba que sempre há um pouco a mais para prevenir quando se trata de uma doença como essa. Existem algumas dicas para você garantir uma proteção ainda maior.


  • Proteção Durante a Noite: Enquanto muitas pessoas estão cientes da importância de usar repelente durante o dia, é fundamental lembrar que o mosquito Aedes aegypti também é ativo durante a noite. Portanto, garantir telas em janelas e portas, além do uso de repelentes, pode ajudar a prevenir picadas noturnas.

  • Cuidado com os Repelentes: Embora os repelentes sejam uma ferramenta crucial na proteção contra mosquitos, é importante usá-los corretamente. Certifique-se de seguir as instruções do produto e reaplicar conforme necessário, especialmente se estiver suando ou entrando em contato com a água.

  • Higiene dos Recipientes de Água: Muitas vezes, concentramos nossos esforços na eliminação de recipientes de água parada ao redor de nossas casas, mas é igualmente importante garantir a limpeza regular dos recipientes que não podem ser eliminados, como vasos de plantas e bebedouros de animais, apenas a retirada da água se torna insuficiente uma vez que os ovos do mosquito podem ficar no recipiente durante 1 ano esperando água para poderem eclodir.


O Que Não Fazer Quando Suspeitar de Dengue


Avaliou os sintomas e suspeita estar com a doença? Calma, respira e leia com calma essa lista do que NÃO FAZER!


  • Automedicação Desnecessária: Ao suspeitar de dengue, evite a automedicação indiscriminada. O uso inadequado de medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e aspirina, pode aumentar o risco de complicações, como sangramentos.

  • Não Ignorar os Sintomas Graves: Embora a dengue muitas vezes seja uma doença autolimitada, alguns casos podem evoluir para formas mais graves, como a dengue hemorrágica. Se você ou alguém que você conhece apresentar sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento nas gengivas ou qualquer outro sinal de alerta, procure imediatamente assistência médica.


Tratamentos e Cuidados Essenciais


Além de procurar um profissional, existem algumas recomendações para se cuidar uma vez que a doença seja contraída.


  • Hidratação Adequada: Manter-se hidratado é fundamental durante a dengue para prevenir a desidratação, especialmente em casos de febre alta e vômitos. Beba bastante água, sucos naturais e, se necessário, soluções de reidratação oral.

  • Monitoramento dos Sintomas: Acompanhe de perto os sintomas e siga as orientações médicas. Se os sintomas piorarem ou se desenvolverem sinais de alerta, não hesite em procurar ajuda médica.

  • Repouso Adequado: Descanse bastante para ajudar o corpo a combater a infecção. Evite atividades extenuantes que possam aumentar o risco de complicações.


Em resumo, além das precauções básicas, como eliminar água parada e usar repelentes, é importante estar ciente de outras medidas preventivas e entender o que fazer em caso de suspeita de dengue. Seguir essas orientações pode ajudar a reduzir o risco de contrair a doença e garantir uma recuperação mais rápida e segura. Lembre-se sempre de buscar orientação médica se necessário e de compartilhar essas informações com sua comunidade para ajudar a combater a dengue de forma eficaz.


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